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#6 – O Guia do Mochileiro das Galáxias: saber perguntar

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Existe uma série de livros muito famosas no mundo todo. Bem, pelo menos ela é famosa para aqueles que a conhecem. E eu posso afirmar que quem a conhece, geralmente vira um grande fã e, raramente, a esquece. Uma prova disso é que, a cada ano, no dia 24 de maio, várias pessoas ao redor do mundo saem de suas casas carregando uma toalha. Parece uma grande loucura, e eu realmente acho que é. Mas mostra a força que essa série de livros tem sobre aqueles que a conhecem. É claro que estou falando do Guia do Mochileiro das Galáxias. Série de 5 livros de autoria do escritor britânico Douglas Adams.

Através de um misto de comédia e ficção científica, a série pretende abordar temas filosóficos do cotidiano de cada ser humano. O autor sempre tem um posicionamento claro a respeito de muitos assuntos importantes acerca de nossa vida em comunidade, e embora eu não concorde com vários desses posicionamentos, acho muito interessante conhecer e poder discutir tal visão de mundo. Não devemos entrar em contato apenas com livros, filmes e pessoas que concordem conosco. Isso não seria saudável e acredito que nem humanamente possível. Assim, mesmo não concordando com a forma com que Douglas Adams, que publicamente se declara ateu, trata a religião, não acredito que ele deva ser ignorado por discordar de mim. Muito pelo contrário, eu quero ler, ver e ouvir suas opiniões. Afinal, se minha fé em Deus é verdadeira e firme, não deveria temer ser questionado. Claro, tudo tem limites, e cada um sabe seu limite individual.

Bem, vamos falar do livro? A série conta uma história muito interessante, onde o planeta Terra foi destruído e somente um casal de humanos sobreviveu. E isso só foi possível graças a uma tremenda sorte que eles tiveram de estarem viajando fora do planeta Terra no momento da destruição. Com esse pano de fundo, o livro discute muitos assuntos interessantes, como preconceito, filosofia, o sentido da vida entre outras coisas.

Uma das cenas mais conhecidas e citadas se encontra no primeiro livro. Cansados de não saberem qual o sentido da vida, ou seja, o porquê de estarmos vivos e existirmos, dois seres espaciais decidem criar um supercomputador com o qual eles finalmente poderiam calcular o sentido da vida, do universo e tudo mais. Depois de muitos cálculos e recálculos o computador encontra a resposta para essa estranha pergunta sobre a vida, o universo e tudo mais. Sabe qual foi ela? 42. Isso mesmo, a resposta foi 42. E não, você não está ficando louco. Isso também não fez sentido para os dois seres espaciais que criaram aquele supercomputador. Eles perguntaram para o supercomputador a mesma coisa que eu e você estamos querendo saber agora. Como assim, 42?

A resposta foi uma das coisas mais interessantes que eu já ouvi em toda a minha vida. Ele disse o seguinte: Olha, pessoal. Eu fiz as contas várias vezes e tenho certeza da resposta. Realmente é 42. O sentido da vida, do universo e tudo mais é 42. O problema é que vocês não sabem a pergunta certa, mas quando descobrirem a pergunta, finalmente vão entender a resposta. Que coisa mais fantástica. Isso já aconteceu comigo várias vezes. Tenho uma resposta, acho que entendi a vida, mas na verdade estou perdido por nem ao menos ter compreendido a pergunta.

E essa ideia vale para vários outros aspectos de nossas vidas. Não devemos ser pessoas regidas por respostas prontas que nem ao menos sabemos o que significam. Precisamos entender as perguntas da vida e só então buscar uma resposta por nós mesmo.

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