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#14 – Demolidor: faça-se justiça

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Matthew Murdock (Charlie Cox) é um jovem atleta e excelente aluno. Ainda na adolescência, um acidente envolvendo um caminhão que carregava lixos tóxicos o deixou cego, por outro lado, o fez desenvolver de forma sobre humana todos os seus outros sentidos. Quando Matt decide vestir o uniforme e adotar o nome “Demolidor”, leva uma vida dupla: é advogado durante o dia, e, à noite, protege as ruas de Hell’s Kitchen, seu bairro em Nova York.

Um grande clássico dos quadrinhos é finalmente adaptado para a televisão em formato de série. O interessante acerca de o Demolidor é a adaptação poética de que ele é um herói cego e ao mesmo tempo um advogado que segue e cumpre a lei, fazendo jus ao famoso jargão de que “A justiça é cega”.

Durante os 13 episódios que constroem a primeira temporada, vemos Murdock enfrentando o crime organizado na base da pancadaria, em especial seu arquirrival Wilson Fisk, um poderoso e astuto criminoso que deseja governar a área através de seu projeto de corrupção e poder. O Demolidor, porém, possui vários amigos que o ajudarão a desmascarar esse criminoso e salvar a vida de vários cidadãos inocentes.

Ao lermos e assistirmos tantas histórias de heróis, costumamos admirar seus ideais de justiça, mas ao mesmo tempo nos sentimos impotentes para lutarmos nós mesmos por aquilo que é certo. Isso ocorre porque muitas vezes não entendemos o conceito bíblico de justiça. A Bíblia nos diz que “Em Jope havia uma discípula chamada Tabita, que em grego é Dorcas, que se dedicava a praticar boas obras e dar esmolas.” Atos 9:36

O curioso é que em hebraico, esmola se diz Tzedakah e justiça se pronuncia Tzedek. Esmola deriva de Justiça. Dar esmola significa cumprir a Torá, isto é, fazer justiça. Quando um judeu pobre gritava pelas ruas: “Tsedakah!”, todos entendiam: “Faça justiça! Cumpra a Torá!” E esse grito incomodava qualquer judeu piedoso. A Torá, a Lei de Deus, não estava sendo cumprida, o que implicava estar fora do caminho de Deus.

O judaísmo conclamava os seus adeptos a fazerem esmola. E fazer esmola era agir com justiça no que diz respeito a como cada judeu ganhava, gastava e compartilhava seus ganhos. No pensamento judaico, esmola não tinha um sentido religioso moral ligado ao fazer caridade. Esmola era um modo de ser, mais que oferecer ou dar.  Tzedakah é mais que caridade. É uma expressão de fé piedosa diante do sofrimento do outro. Viver de modo justo na relação com as pessoas é fazer Tzedakah, é praticar a justiça bíblica.

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